set 30

 

O comercial de Havaianas

que mostra a vovó dando toques

na netinha sobre sexo, saiu do ar,

provavelmente por pressão de consumidores

e associações relacionadas ao assunto.

 

http://www.youtube.com/watch?v=uAENvM-O06c

 

Aí a Almap teve a genial saída para o problema.

Agradando a todos: quem gostou

e quem não gostou da peça.

 

http://www.youtube.com/watch?v=eRajwoZmc1U

 

 

Enviado por Paulo Peres.

www.cinemacurto.blogspot.br

 

 


set 29

 

Quem deveria pagar meia,

por uma questão de justiça:

calvo no cabelereiro,

gago na companhia telefônica

e anão no cinema.

Roberto Vilhena

 

Se beber, não twite.

Mônica Zimmerman

 

Prefiro ter um fígado de aço

a ter um cérebro de ouro.

Felipeattie

 

Me irrita gente que chama o amigo

pra fazer junto aula particular de inglês.

Se é junto, não é particular.

Bomdiaporque

 

Feliz é o ornitorrinco,

que consegue ser estranho,

simpático e inesquecível,

sem fazer força.

Adilson Xavier

 


set 25

 

Não dá pra resistir.

 

Uma cervejinha gelada no interior da França

ou no interior do Brasil tem algo em comum:

é difícil resistir à tentação de beber.

 

Aqui o comercial da Stella Artois com o moribundo.

http://www.youtube.com/watch?v=esgT1dpGOZo#

 

E aqui o da Antarctica com um caipira muito vivo.

http://www.youtube.com/watch?v=m1sKIxG-yZ0

Enviado por Paulo Peres www.cinemacurto.blogspot.com

 


set 16

 

Paulo Barsotti, um grande amigo meu,

me contou uma história que vale a pena ser registrada.

Perto da casa dele tem uma padaria e, com o tempo,

ele foi ficando amigo do dono dessa padaria.

Um português, é claro.

Aí houve aquele jogo da Portuguesa,

não me lembro contra quem, mas que a Lusa perdeu ,

foi para a série B do Campeonato Brasileiro

e a torcida invadiu o campo ameaçando os jogadores.

No dia seguinte, passando pela padaria,

o Paulo, meio na gozação, tocou no assunto com o dono.

E o portuga, em tom filosofal, desabafou:

“É  coisa de português,

eles deviam ameaçar antes da partida

e não depois.”

 

                                                 Classir Scorsato

 


set 14

 

Quem matou mais?

 

Aids ou Hitler?

Na campanha para o World AIDS Day 2009,

da agência alemã Das Comitte, 

um filme de 45” com cenas de sexo explícito

e mais cartazes, spot de rádio

e até um videoclipe chamam a atenção para a triste realidade.

A idéia é fazer uma analogia

entre o número de mortes causadas pela doença

e os crimes cometidos pelos maiores assassinos em massa da história

e, claro, provocar a polêmica que já está aberta na internet.

O filme é a peça mais contundente.

Veja porque em:

 

 

http://aids-is-a-mass-murderer.com/

 

Enviado por Paulo Peres.

www.cinamacurto.blogspot.com

 


set 13

 

Histórias de Gibrael Gibran

 

Valjean era o poeta do morro.

Não conseguia ouvir, sem chorar, que

“…a lua furando o nosso zinco, salpicava de estrelas nosso chão…”

Como todo poeta, vivia no mundo da lua.

Eis que um dia prenderam Valjan pelo imperdoável crime de,

desempregado há meses, furtar um pão para levar aos filhos.

Fui visitá-lo na cadeia.

Valjean já ganhara a confiança de todos, presos e carcereiros.

Pude ir com ele à cela onde me mostrou seu último poema,

um canto de rompimento com a lua.

Em lindos versos, dizia que a lua escravizava os homens com sua magia.

Encantados por ela, os poetas se tornavam incapazes de olhar para o lado

e ver a miséria e o sofrimento humanos.

“Somos todos prisioneiros da lua”, concluía.

A noite caíra. Uma magnífica lua cheia podia ser vista

por entre as barras da janela. Já não me encantava mais.

Valjean me conquistara:

 

- A LUA JÁ É A JAULA.

 


set 9

 

Seu nome era Cléber Mundim. Nascido no bairro da Urca,

com seis anos de idade tinha rodado meio mundo.

Com doze, já estava na primeira volta completa.

Filho de um casal de aventureiros náuticos,

Cléber teve a oportunidade de zarpar aos Sete Mares ainda na barriga,

conhecendo culturas das mais diversas.

 

Aos vinte, tinha um corpo belo.

Fronte e dorso morenos marcados pelos anos brincando à brisa e ao sol

- nadando n’água salgada. Era exímio marinheiro

e possuía conhecimento e uma habilidade lingüística,

no mínimo, incoerentes para sua idade.

“Menino de Ouro!” – seu pai dizia.

“Menino do Rio…” – as meninas lhe sussurravam ao pé d’ouvido.

 

Sim! Além daquelas, Cléber tinha outras habilidades.

 

Seu largo sorriso e seu jeito contido

cativavam as belas nas tardes do Arpoador.

Sua sutileza e seu balanço encantavam-nas nos lençóis

e nos véus dos pequenos cômodos do seu Brasília 43.

 

Aos vinte e três, Cléber foi tomado por um amor arrebatador.

Encontrou-a numa ordinária manhã,

rodopiando sua saia enquanto caminhava à beira do Mar.

Seu nome era Genalva.

                                                        (…continua…)

                                           


set 9

 

A bela (que não era tão bela assim)

trabalhava em uma Repartição do Estado da Guanabara.

Aos seis ainda não sabia soletrar seu próprio nome.

Aos doze brincava “de médico” com o vizinho.

 

Aos vinte e três encontrava-se morando com mais três amigas

em uma quitinete alugada na Prado Júnior.

Era versada n’arte do ócio e dominava grande habilidade

em achar Tatuís na praia de Copacabana.

 

Casaram-se e tiveram filhos.

 

Cléber deixou crescer uma barriga e um bigodinho.

Vendeu o barco e mudou-se para um dois-quartos na Tijuca.

Ingressou no mundo dos burocratas

tornando-se o melhor Administrador que o Município já teve.

Há vinte anos não via o Mar.

 

Um belo dia seu Chefe resolveu conceder-lhe um bônus nas férias,

em gratidão aos serviços prestados.

Mandou-o para Cabo Frio, sozinho e com tudo pago!

 

Assim que colocou os pés na praia,

Cléber lembrou-se da vida que um dia teve.

Nunca tinha sentido nada igual.

O sangue subia-lhe à cabeça.

Seus membros pulsavam e sua mente fervia de tanta melancolia.

Olhava para os lados e revia todas suas aventuras.

 

Correu para o hotel e atônito,

ligou para a esposa:

“Genalva, vem me buscar que eu estou odiando.”.

 

Após uma profunda e sonora tragada,

responde uma voz grossa e máscula pelo outro lado da linha:

“Genalva não pode falar agora.

Está ocupada. Querendo, ligue mais tarde!”. 

 

Assim, ironicamente aos quarenta e três,

Mundim começa a conhecer seu próprio mundo.

 

 

Enviado por Pedro Portilho.

 

 

 

 


set 4

Histórias de Gibrael Gibran

 

Aquela noite, na aldeia,

conheci uma belíssima dama.

Na verdade, presumi sua beleza,

pois ela tinha o rosto protegido por um véu.

Não me contive e perguntei a razão do véu,

já que, ali, as mulheres já tinham conquistado

há um bom tempo o direito de sair às ruas sem ele.

Ela, simplesmente, apontou-me a lua,

deslumbrante.

E disse:

 

- Você sabe de onde vem o fascínio

que a lua exerce sobre os homens,

e que a faz a maior inspiração de poetas?

Não vem da beleza que ela exibe,

mas do lado que ela eternamente esconde.

O que se admira é o que se vê.

O que fascina é o que não se mostra.

Eu aprendi com a lua.

 

Só me restava concluir:

 

A LUA À DAMA DÁ AULA!

 


set 3

 

beba meu cálice

deguste o sabor

beba meu líquido

saboreie o amor

 

beba a luz dos meus olhos

a fitarem os olhos teus

beba a língua, beba a boca

beba os lábios, beijos meus

 

beba meu copo, o corpo

beba-me louco, beba mais

mas beba tudo, não demore

só assim eu deito em paz

 

              

                     De Mariana Valle

                     www.marianavalle.com

 

 

 


set 2

 

Na recém-inaugurada padaria

“Um Trigo, Dois Trigos, Três Trigos”,

na Praça da Matriz, o menino da caixa,

que também atendia ao telefone, era gago. 

Várias vezes desligaram o telefone na cara dele.

Nunca houve entrega em domicílio.

Num assalto, gaguejou com as mãos.

Não levou um tiro. Levou dois.

Do livro 3O segundos - Contos Expressos - JGV - Publit - 2007