ago 31

 

As inspiradoras fotos de Robert Polidori.

 

Hoje, uma exceção ao cinema de 30” no 30 segundos.

Está em cartaz no Instituto Moreira Salles do Rio

uma exposição do fotógrafo canadense Robert Polidori

que chama atenção pela riqueza de detalhes que suas fotos exibem,

sem que o artista recorra a nenhum recurso de captação ou manipulação digital.

Todo o material é feito com negativos 20×25 cm

e seus temas são o “registro das marcas do tempo sobre as coisas

e o impulso humano de construção e destruição”.

Leia na íntegra em http://ims.uol.com.br/ims/view_assunto.asp?id_pag=80#

Aí me lembrei de já ter visto parte do material

que Polidori colheu nas casas de Nova Orleans destruídas pelo furacão Katrina.

E aonde: nesta campanha da Neogama para a ADESF

(Associação de Defesa da Saúde do Fumante)

que estampou em outdoors a mensagem:

“Seu corpo é sua casa, não fume”.

Leão de Ouro na categoria no Festival de Cannes 2007.

http://sandeepmakam.blogspot.com/2007/06/adesf-cannes-2007-lions-winner.html

 

Enviado por Paulo Peres.

www.cinemacurto.blogspot.com


ago 28

 

Histórias de Gibrael Gibran.

 

Levei as angústias do dia para a cama,

na esperança de acordar com respostas.

De fato, em algum momento da noite

fui assaltado por uma idéia magnífica,

a mais assombrosa de todas as descobertas humanas:

a da verdade.

A revelação me dá uma noite de paz e de excitação a um só tempo.

É preciso que o dia amanheça logo. E amanhece.

Acordo cedo e corro para o meu diário

a fim de eternizar a verdade e dividi-la com a humanidade.

E a verdade é essa: não faço a menor idéia.

Não lembro de nada.

Não há a verdade, como desde sempre.

Idéia, se é que alguma houvera, já se fora.

Não resistiu ao primeiro raio de luz e de consciência.

A verdade é uma só: foi tudo um sonho.

Que me deu ao menos

um momento fugaz de glória e onipotência.

Conformado e humano,

escrevo no diário de minha longa viagem:

 

“A IDÉIA VAI, É DIA.”

 


ago 26

 

Pedro Portilho, um dos mais assíduos amigos do blog,

manda sua contribuição para o Cinema Publicitário.

Trata-se de uma das obras primas da propaganda brasileira.

Curtam a precisão do texto e a brilhante solução visual.

E pensem como este comercial é atual e oportuno.

Obrigado, Pedro.

 

http://www.youtube.com/watch?v=xmbM8XGMZxI&feature=player_embedded

 


ago 24

 

Meu garoto.

 

O ano é 1995.

O filme é da W/Brasil e a direção do genial Julio Xavier.

O cliente chocolates garoto apostou alto num filme de 2’30”

de duração para contar em situações bem humoradas

a  explosão da sexualidade nos garotos.

Na trilha Frank Sinatra embala os sonhos em  I Had The Craziest Dream”

e o locutor arremata ao final:

estes bombons ainda vão ajudar você a realizar seus sonhos, meu garoto.

Bom demais.

 

http://www.youtube.com/watch?v=N97KxUZUqFc

 

Enviado por Paulo Peres

www.cinemacurto.blogspot.com

 

 

 

 

 

 

 


ago 21

 

Por Gibrael Gibran.

 

Alila ia crescendo,

a criança mais cativante que jamais se viu.

Ninguém resistia:

adultos e crianças lhe faziam salamaleques,

seduzidos pelo seu encanto,

pela agudeza de espírito que seus lindos,

inquietos e sorridentes olhos apenas traduziam.

De todos, o pequeno Emir era o mais apaixonado

e, eu podia sentir, o mais correspondido.

Uma tarde, na varanda,

ele escreveu lindíssimas e puras declarações de amor,

em forma de versos brancos, e entregou-as,

com seu jeito tímido, a Alila.

Alila, seus olhos sorriram, conquistada.

Mas, como parte do eterno jogo da sedução,

resolveu provocá-lo.

Devolveu-lhe a folha, desafiando:

 

“RIME, EMIR.”

 

 

 

 


ago 19
Wet

 

 

My baby let me wet

so wet that I could flow

into this feeling,

above the sea,

up to the sky…

He always got me willing

to do it again.

That’s my plan.

Enviado por Mariana Valle

 

 

 


ago 18

 

 

No Festival de Cannes deste ano mais uma campanha Argentina.

Desta vez,  para a Norte Beer da Ambev. Criada pela Del Campo S&S

e produzida pela Primo Buenos Aires com direção de Felipe+Pancho.

Leão de Prata para a sacada de usar dois cantores em programas de auditório

cantando em melodias bregas e letras hilárias a importância de se ter um amigo.

A Argentina manda bem na publicidade e no cinema.

Abaixo mais três brilhantes exemplos.

 

Cara do computador

http://www.youtube.com/watch?v=Gzt_Qsx9Z5M

 

 

doutor

http://www.youtube.com/watch?v=vWQwalCpEmo

 

milionário

http://www.youtube.com/watch?v=uWBfG11-WA0

Enviado por Paulo Peres

www.cinemacurto.blogspot.com

 


ago 11

 

História de Gibrael Gibran

narrada por um amigo.

 

 

De volta à aldeia,

Gibrael foi acolhido como um rei.

De tantas histórias e andanças pelo mundo,

o mito tinha chegado à aldeia bem antes dele.

De sorte que o receberam como um herói,

como um Ulisses que retornava

depois de tantas e tão gloriosas façanhas.

A maioria das quais, nem mesmo ele conhecia.

Até o outrora cruel Natan

quis nos anunciar sua redenção.

Levou-nos a passear por seu magnífico tamaral,

na véspera da colheita.

E nos fez ver e saber

que o fruto seria dividido com justiça

entre todos os que trabalharam

para que ela fosse farta.

Mais tarde,

nos ofereceram uma festa

que tornaria aquela noite digna de figurar

entre as mil e uma noites.

A beleza e a alegria eram contagiantes.

Sabedor da fugacidade dos prazeres,

da glória, e da própria vida,

ainda assim Gibrael deixou escapar

o contentamento com as honras

que se faziam ao mito:

 

“O MITO É ÓTIMO.”

 

 

 

 


ago 10

 

Um homem não vale um Cadbury.

 

 

Depois do Grand Prix em Cannes 2008

com o gorila tocando bateria,

vem da Argentina a nova campanha da Cadbury.

Esbanja bom humor e criatividade

em três comerciais da Del Campo S&S

com produção da Primo - Buenos Aires.

Confira:

 

http://www.youtube.com/watch?v=x9_VV0F89ho

 

http://www.youtube.com/watch?v=LmrnjEg65DI

 

http://www.youtube.com/watch?v=_GPQ1dO63RI

 

Enviado por Paulo Peres

www.cinemacurto.blogspot.com

 


ago 7

 

Cheguei à conclusão que eu prefiro não saber.

Saber para quê? A que custo?

Vocês já pensaram no mal que faz às pessoas de boa fé

assistir cenas como a do (mais recente) escândalo do Senado?

Como é difícil, principalmente na hora do jantar,

ver e ouvir o bate-boca de nível baixíssimo,

entre os nossos digníssimos senadores!

Nem tanto pela estupidez do conteúdo das discussões,

mas pelo conjunto da coisa, o quadro geral.

Antes deste tipo de transmissão,

deveria ser obrigatória uma advertência do Ministério da Saúde,

a respeito da insalubridade das cenas que iremos ver.

Em mim, e com certeza em muitos de vocês, as conseqüências são físicas:

enjôo, náuseas, ânsia de vômito, dores de cabeça e estômago,

acompanhado de uma tremenda irritação, que,

invariavelmente, me leva a perder o sono,

a paz e o sossego. Isso para citar os efeitos mais comuns.

Tanto sofrimento para nada. Ninguém vai para a cadeia.

Ninguém é punido. Ninguém, sequer, fica vermelho de vergonha.

Pois, então, eu acho melhor não ver, não saber de nada.

Por favor, autoridades competentes, censurem meus noticiários,

protejam a minha integridade física e mental.

Todos se beneficiarão. Doenças graves e crônicas serão evitadas.

Males seríssimos, como o que o meu clínico geral diagnosticou

na minha última consulta, e justificou assim:

“Sinto muito, meu amigo,

o seu organismo não resistiu a tantos anos de Maluf

repetindo na televisão que não tem,

nem nunca teve, contas no exterior.

Seja forte nesse momento.”

Até que haja Justiça no Brasil, poupem-me dos fatos.

Censura já!

 

Enviado por Paulo Éboli,

mais um amigo, indignado 

e de estômago embrulhado.

 


ago 6

 

 

“Pedro Simon confessou que teve medo de Collor

e tem motivos para temer tal indivíduo alucinado,

vai ver ele cisma de imitar o pai e atira no que viu e acerta o que não viu…

Nos anos 60, no Senado, Arnon de Mello atirou em seu inimigo,

Silvestre Péricles e acabou matando o senador acreano José Kairala.

Errou um tiro de seis metros.

Espera-se que o filhote pitbull seja igualmente ruim de tiro.

Bom mesmo, uma dádiva para o Brasil,

seria que Collor atirasse no Simon

e matasse o Renan ou o Sarney.”

 

Enviado pelo amigo Fritz Utzeri,

lenda viva do jornalismo brasileiro,

escritor e indignado historiador dos nossos tempos.

Para quem não sabe,

foi de sua autoria a matéria do Jornal do Brasil

que desmentiu e desmoralizou cientificamente

a farsa criada pelo Exército

para explicar a bomba do Rio Centro,

em maio de 1981.

 

 

 

 

 

 

 

 


ago 4

 

Diz um carioca neopaulistano,

surpreendentemente feliz e adaptado

à sua nova vida na maior metrópole

da America Latina:

 

Só sinto falta de duas coisas: da praia

   e do presente do subjuntivo.

 

Ele explica:

 

De todas as diferenças de sotaques e linguagem

   entre paulistas e cariocas,

   muitas são engraçadas e pitorescas:

   farol e sinal, guia e meio-fio, cara e ô meu.

   O que dói mesmo é a ausência total do presente do subjuntivo.

   Em São Paulo quase ninguem fala: “Quer que eu feche a porta?”

   Muita gente boa manda um sonoro: “Quer que eu fecho a porta?”

   Sim, muita gente boa, no sentido mais amplo, universal

   e democrático da expressão.  

 

Ele exemplifica:

 

 - A gerente do banco: “Quer que eu aplico”

   O porteiro atencioso: “Quer que eu carrego?”

   O feirante simpático: “Quer que eu embrulho”

   O dentista cuidadoso: “Quer que eu anestesio?”

   O guardinha compreensivo: “Quer que eu multo?”

   O advogado proativo: “Quer que eu assino?”

   O garçom solícito: “Quer que eu sirvo?”

   O amigo prestativo: “Quer que eu compro?”

 

E sua lista de exemplos não para por aí.

Mas um deles é de cortar qualquer barato,

senão os pulsos.

 

- A namorada cerimoniosa: “Quer que eu chupo?”

 

 


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