Desde que voltou dignamente para a primeira divisão,
o Botafogo recuperou sua autoestima, saiu da pindaíba moral e financeira,
disputou 4 finais do Carioca, foi campeão em uma delas,
foi campeão de Taças Rio e Guanabara,
e vendeu camisas de ídolos históricos como nunca.
De fato, andou entregando a Copa do Brasil e a Sul Americana
e perdeu três finais para o Flamengo.
A primeira foi esquisita, a segunda normal e a terceira por um triz.
Dois gols contra de um mesmo zagueiro, bolas na trave,
dois jogadores fundamentais se machucando no mesmo instante.
Com garra e paixão, mesmo combalido,
conseguiu empatar a finalissima e levar a decisão para os pênaltis.
E aí não foi loteria: o excelente goleiro Bruno
cuidou de decidir um campeonato,
onde qualquer um dos dois poderia ter sido o justo campeão.
Além disso, o craque eleito foi Maicosuel,
estrela revelação que caiu como uma luva no ataque mais positivo do Carioca.
A diretoria está empenhada em manter o ótimo técnico
que deu padrão competitivo ao time, em segurar os jogadores essenciais, promover
bons juniores e ainda buscar reforços para encarar as pedreiras que vem por aí.
E mesmo assim, antes mesmo de começar o Brasileirão,
já tem cronista dizendo que o Botafogo é candidato a cair para Segundona.
É mole?
Só me resta apelar para o velho e verdadeiro clichê:
tem coisas que só acontecem com o Botafogo.