J.G.
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Mãe e filha ou
simplesmente menina
que se revela minha
mulher e rainha
A cada toque,
a cada beijo,
a cada abraço e
a cada gota derramada no lençol.
Noite longa,
noite curta
texturas se revelam,
cheiros se rebelam,
paladares se moldam.
Olhos se cruzam e descruzam.
Pernas se tocam,
pés re-tocam,
lábios tocam
e toca…
e toca o celular.
Voltemos ao quarto:
um quarto de hora.
Já é dia,
já é hora de ir embora.
- Agora?
- Você quer mesmo?
Não sei se quero.
Apenas sei que é tempo.
Tempo curto,
tempo longo.
Longo tempo nos separa,
curto o espaço que nos une.
Toco seu seio,
toco sua alma
e toca…
e toca o celular.
Dia longo,
dia curto.
A vida passa
sem nos incomodar.
Um banho
um beijo
um toque
um cheiro
minha boca
em seu seio
toca, toca…
toca o celular.
- Agora temos que voltar!
- Agora? Temos que voltar?
Boca seca
lábios inchados
gosto salgado
cheiro fermentado.
- Ai se eu pudesse…
- Eu sei, eu sei.
Calor
Rubor
Dor
Amor
Lençol suado,
pano molhado.
Doce é o gosto
do véu imaculado.
Enviado por Pedro Oliveira Portilho