Festa no Castelo de Itaipava. Os três amigos, devidamente fantasiados – “Conga, a mulher Gorila”, “Capitão Melancia” e “Sheik Árabe” –, beberam e se esbaldaram até não poder mais. Mas ao invés de dormir em Itaipava, como seria aconselhável, decidiram voltar de carro, na mesma noite, para o Rio. Por sorte, um fiapo de responsabilidade: Conga, a Mulher Gorila, jogou o carro no acostamento da estrada e decretou que iriam dormir ali.
Acordou com o policial batendo no vidro. Estacionamento em local proibido. Multa. Pior: era caso para apreensão de veículo. E aquele cheiro de álcool, hein?
Conga e Capitão Melancia protestaram, argumentaram, pediram, suplicaram, depois protestaram novamente – e nada. Enquanto isso, o Sheik continuava desmaiado no banco de trás, alheio a tudo.
– Ô gorila, vai lá acordar o camarada. Todo mundo pra delegacia.
Conga sacudiu o amigo, e explicou brevemente o que se passava. O Sheik ergueu o corpo, passou as mãos no rosto, olhou para os lados, bocejou. Pegou o turbante e o ajeitou na cabeça. Saiu do carro e, enquanto se espreguiçava, jogando os braços para cima, anunciou:
– Bom dia. Não há nada que os petrodólares não comprem.
