jan 15

 

 
Baby, I’m on fire
since I’ve had your body
I am full of desire
since you possessed me
I dream about your sex
and it’s just the best
way to be alive
I’m totally hot inside
and can’t control my mind
that burns thinking
how good it was
believe me, it’s true
my skin is full
of memories of you

                Mariana Valle

 


jan 12

 

Numa caminhada de mais de cinco minutos
o escocês legítimo Robert Carlyle
(“de Tudo ou Nada”, “O mundo não é o bastante” e” Eragon”)
fala para a câmera em solo escocês legítimo
sobre as origens e história de 200 anos de tradição
do mais legítimo dos escoceses :
o uísque Johnnie Walker.
Muito bem filmado com a RED digital em um único plano. P
elo menos se economizou negativo.
 
 
http://www.youtube.com/watch?v=MnSIp76CvUI

 

Enviado po Paulo Peres www.cinemacurto.blogspot.com

 


jan 7

 

Antes que os preconceituosos do contra ou a favor

destilassem seus venenos ou jogassem suas águas de rosas,

fui ver o filme do Lula na estréia.

Até gostei.  Cinema do bom. Gloria Pires fantástica. Direção precisa.

Idolatria na medida de um personagem que nasceu com um xis de líder na testa

e, queira ou não queira, já mostrou ao mundo que é o cara.

Preferências eleitorais à parte,

o filme é um retrato importante e sincero da história de um Brasil

imerso numa ditadura em adiantado estado de decomposição.

Para os que não sabem ou não querem se lembrar,

houve uma ditadura militar sim, criminosa e descabida,

capaz de deixar um legado de amnésia e um rastro de impunidade,

além de uma dívida externa monstruosa,  uma inflação paralisante

e uma  total falta de noção de cidadania e respeito pelos direitos civis fundamentais.

Pois bem. O próprio diretor do filme confessa numa entrevista

que sua família cinematográfica sempre apoiou essa ditadura

em troca de favorecimentos a seus negócios. 

Diz  Fábio Barreto:

Tivemos relações (uiii!!) com a ditadura militar.

E nós conseguimos fazer o cinema sobreviver porque tivemos relações com eles.

Eles são (são??) o poder, e a gente precisa do poder

para conseguir fazer o que a gente quer. Entendeu?”

Entendi.  E fiquei enojado.

Infelizmente, o Brasil também tem filhos assim.

 


dez 10

Ó, eu aqui outra vez, dando uma de cronista.

Mas não consegui resistir a um pedido do blogueiro amigo Foca.

E falar de futebol, principalmente do Botafogo, é um desafio tentador.

Esse time que nasceu de uma gurizada,

que jogava pelada ali onde hoje é a Cobal, no Humaitá, e que,

segundo um torcedor, teria sido este o motivo da eterna adolescência do Glorioso,

já motivou crônicas definitivas.

Por isso, me atrevo apenas a falar um pouquinho do torcedor.

Este ser irracional, que se deixa levar, sempre, pela paixão

e que faz coisas do arco da velha.

Meu pai, um gaúcho botafoguense,

que veio tentar a sorte no Rio, em 1959,

a primeira coisa que fez ao botar os pés aqui,

pela primeira vez, foi deixar minha mãe, grávida do primeiro filho,

na casa de parentes, e ir ao Maracanã assistir ao jogo do Botafogo.

E lembra sempre da emoção de pisar no maior estádio do mundo e ver,

extasiado, Nilton Santos e Garrincha jogarem.

Mesmo nas piores fases do clube,

meu pai sempre se orgulhou da escolha futebolística e acha,

acha não, tem certeza, que a estrela solitária é o escudo mais bonito do planeta.

Domingo, após o jogo, resignado, este homem pragmático e racional

e que poucas vezes vi chorar, me disse emocionado:

“Estou me sentindo cansado (ele anda doentinho),

acho que foi a tensão, mas estou feliz.

A gente conseguiu se manter entre os grandes.”

Pouco, não, para um clube que se reconhece como Glorioso?

Mas é o que coube, fazer o quê?

E, sem dúvida alguma, ontem,

foi a paixão que motivou a torcida botafoguense,

desencantada com a constante mediocridade do seu atual time,

e tão cobrada pela falta de apoio, encher o Engenhão, numa festa linda,

cheia de cânticos e gritos de incentivo,

ainda que para torcer somente pelo não-rebaixamento.

Deve ser a tal da labareda que se acende após o recolhimento e a depressão,

que o poeta diz ser a marca do torcedor botafoguense, este ser trágico.

Dizem que ser botafoguense não é pra qualquer um, não deve ser mesmo.

Por Olga Belém

Postado originariamente no

www.primocruzado.blogpost.com


nov 17

 

Ao indagado sobre a existência de Deus,

o escritor Jose Saramago respondeu:

“Se Deus existisse não faria o que fez com o povo de Santa Catarina.”

Tal opinião se deu por ocasião das enchentes devastadoras naquele estado

e de lá para cá, o Nobel de literatura entrou numa cruzada ateísta,

tão pregadora quanto a de qualquer jesuíta em catequese.

Sou ateu, como disse LF Veríssimo, não praticante.

Acredito no ser humano, na sua ilimitada capacidade

de criar e buscar conhecimento, e na sua incapacidade

de dar respostas aos mistérios.

Mas não faço da minha “fé”uma bandeira a ser divulgada.

Crenças religiosas ou não crenças cada um tem a sua.

Admito o quanto de confortante seja para os flagelados da vida,

que perdem tudo de material de uma hora para outra,

ter uma uma fé, um fio de esperança sequer para continuar vivendo.

Em seu mais recente livro, Caim,

Saramago desfila seu talento absurdo e sua intimidade total com o bom texto,

coisa que me faz um hipnotizado e voraz leitor de suas obras.

No entanto, ouso dizer que ele está virando um xiita ateu,

que faz de suas palavras bem escritas uma bíblia a ser seguida, religiosamente.

E se Deus lhe é tão perturbador,

desconfio que ele considera a sua existência, mesmo que à avessas.

Eis a contradição. Coisa que dá até em gente inteligente.  

 


nov 10

 

 

Jean-Pierre Jeunet dirigiu “Delicatessen” em 1991.

Dez anos depois, chegou com o gracioso

“O fabuloso destino de Amelie Poulain”

estrelado por uma jovem de 25 anos chamada Audrey Tautou.

Este ano, atrelado ao lançamento do filme “Coco antes de Chanel”,

em cartaz no Brasil, a Maison Chanel reeditou

a dupla atriz e diretor neste comercial de belas locações,

a bordo do famoso Orient Express.

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=6ljQDJ4EILc

 

Enviado por Paulo Peres

www.cinemacurto.blogspot.com

 


nov 4

 

 

Duas semanas atrás estreou nos Estados Unidos

“Onde vivem os monstros”,

o mais novo filme de Spike Jonze (“Quero ser John Malkovich”).

O filme com estreia marcada para 1º de janeiro de 2010 no Brasil

e é baseado num livro de apenas 338 palavras ilustrado pelo próprio autor, Maurice Sendak.

No longa, um moleque de 9 anos cria seu próprio mundo particular

repleto de monstros de dentes e garras afiadas.

Jonze, que fez sólida carreira em videoclipes e comerciais,

assinou entre outros este genial comercial da Ikea

vencedor do Grand Prix de Cannes 2003.

Se o cara pode emocionar um júri com uma luminária abandonada na calçada,

imagina o que vem por aí em janeiro.

 

http://www.youtube.com/watch?v=TsQXQGaasUg

Enviado por Paulo Peres

www.cinemacurto.blogspot.com

 

 

 

 

 


out 26

 

 

O canal francês para crianças Tiji TV

encomendou à DDB Paris este comercial

vendendo sua imagem.

A Wanda Productions,

encarregada de transformar o roteiro

em uma peça criativa e emocionante,

foi além das expectativas

e trouxe este ano, do sul da França,

um Leão de Prata pelo filme “Balloon”.

 

Confira em:

http://www.youtube.com/watch?v=MCVfijcl2Q0

Enviado por Paulo Peres

www.cinemacurto.blogspot.com

 

 


out 19

 

 

Outro comercial que se aproveita de um sucesso da tela grande.

O filme “Náufrago” foi criado e produzido em parceria com a Fedex

em que o personagem de Tom Hanks se vira para sobreviver

numa ilha deserta após acidente aéreo.

No comercial da Fedex,

um sósia do náufrago vai entregar o único pacote que restou

(remetendo à sequencia final do longa)

a uma cliente e constata que dentro da embalagem só se encontra  “inutilidades”.

Genial solução para fechar a ação de merchandising

desenvolvida no longa.

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=bsT4Avws_vU&feature=PlayList&p=A847D51B4B938EDA&playnext=1&playnext_from=PL&index=15

Enviado por Paulo Peres

www.cinemacurto.blogspot.com


out 16

 

Quando eu era bem criancinha,

dois ou três anos de idade,

eu tinha um cabelo bem comprido e cacheado.

E as moças da igreja, que a minha mãe frequentava,

diziam que eu era a cara de São João Batista.

Deviam ter visto alguma imagem dele sem barba

e com o cabelo encaracolado também.

Mas o meu santo preferido sempre foi um outro João:

São João apóstolo e evangelista.

Até hoje me lembro de João XXIII,

o papa que mudou a cada da Igreja, que convocou o Concílio,

acabou com a missa em latim

e fez a opção preferencial pelos pobres.

Até hoje é o meu papa preferido.

Até no futebol tinha um João de quem eu era fã:

o João Saldanha.

Enfim, sempre teve um João na minha vida.

A partir do meu pai: João Scorsato.

Acho que eu devia ligar para o meu analista.

                                   Classir Scorsato

 


out 14

Beijo de língua molhada,

safada, cremosa…

Beijo de boca gostosa, carnuda,

lábios chupando teu mel…

 

Beijo que me leva ao céu.

 

Mordida de leve - delícia! -

beijo terno ou com malícia,

beijo com fogo de quero mais…

 

Beijo que me deixa em paz.

 

Beijo, beijo, beijoooo…

 

Na face, pescoço, nuca,

“dizer segredos de liquidificador”…

 

Beijos calientes, tarados,

beijo com pressa, calor…

 

Beijo, ah o beijo…

Beijo de amor.

 

A mais perfeita tradução do desejo.

Tudo sempre começa e acaba no beijo.

                                       

                                            Mariana Valle

                                            www.marianavalle.com

 

 

 

 

 

 

 


out 6

 

Usando cenas do clássico “Spartacus”

dirigido por Stanley Kubrick,

o americano Joe Pytka, 

dono de vários leões  de Cannes,

filmou umas cenas a mais

e montou este hilário comercial para a Pepsi.

 

http://www.youtube.com/watch?v=-FYGmMzwJRA

 

 

Enviado por Paulo Peres

www.cinemacurto.blogspot.br

 


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